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Talvez eu saiba, em algum lugar, no fundo da minha alma, que o amor nunca dura
e nós temos que arranjar outros meios de seguir em frente sozinhos ou manter a cabeça erguida.
— Paramore
But I really love you...
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É fácil morrer. A toda hora, em todos os lugares, a morte está se oferecendo. Mais difícil é continuar vivendo. Eu continuo. Não sei se gosto, mas tenho uma curiosidade imensa pelo que vai me acontecer, pelas pessoas que vou conhecer, por tudo que vou dizer e fazer e ainda não sei o que será.

Caio Fernando Abreu

O que falta para eu entender que acabou?”
(…) Morrer é ridículo.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta ideia: morrer. A troco? Você passou mais de dez anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis. Qual é?
Morrer é um chiste. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério?
Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não companha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz.
Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.”
A morte é uma piada, Martha Medeiros,  (via miss-snape)
E agora eu choro, choro por tudo o que a gente viveu, pelo jeito como as coisas estão, por eu ter ficado com outros pra provar algo pra ele, pelas coisas derem errado, por querer que tudo fosse diferente, por ficar lembrando dos momentos, por escutar a música que faz eu lembrar dele, por saber que acabou, acabou e não tem volta, não mais.
Talvez a gente não fosse o casal perfeito que todo mundo diz, a gente não nasceu pra ficar juntos, e eu preciso esquecer, acontece que sempre vem algo que me faz lembrar.
Eu só espero conseguir esquecer, e eu não sei o porquê dessa confusão toda dentro de mim, afinal, eu nunca o amei. Tá na hora de dar um fim nisso, ou tentar, pela milésima vez.”
E essa sensação estranha de querer e não querer ao mesmo tempo….”
Ariane Souza (via maybe-u-like)
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